O major-general Mikhail Gudkov, vice-comandante da Marinha russa e ex-líder de uma brigada de fuzileiros navais atuante na guerra contra a Ucrânia, foi morto em combate, segundo confirmou o Ministério da Defesa da Rússia nesta quinta-feira (26).
Gudkov, que havia sido condecorado pessoalmente pelo presidente Vladimir Putin em fevereiro deste ano, morreu na quarta-feira durante uma operação militar na região de Kursk, que faz fronteira com a Ucrânia. O comunicado oficial não detalha as circunstâncias exatas da morte.
Entretanto, canais militares russos e ucranianos no Telegram apontam que Gudkov teria sido vítima de um ataque de míssil HIMARS, fornecido pelos Estados Unidos à Ucrânia, contra um posto de comando russo em Kursk. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente essa informação. Gudkov tinha 42 anos.
Como vice-chefe da Marinha, ele era responsável pelas forças terrestres e costeiras navais e está entre os mais altos oficiais russos mortos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022. Até o momento, pelo menos dez outros oficiais de alto escalão da Rússia já foram mortos em combate ou em ações atribuídas a Kiev.
A Ucrânia não comentou oficialmente a morte, mas autoridades ucranianas já haviam acusado Gudkov e suas tropas de cometerem crimes de guerra — alegações que Moscou nega veementemente.
Em Vladivostok, base da Frota do Pacífico da Rússia, cidadãos em luto deixaram flores em frente a um retrato de Gudkov em uma exposição pública que homenageia oficiais tidos como heróis nacionais.
O governador da região de Primorsky, Oleg Kozhemyako, lamentou a morte do general e afirmou que Gudkov “cumpria seu dever como oficial” no momento em que foi morto. Ele também expressou condolências às famílias dos demais soldados mortos no mesmo ataque.
A região de Kursk esteve sob controle parcial das forças ucranianas durante uma ofensiva surpresa em agosto de 2024, mas, segundo o governo russo, foi retomada no início deste ano.
Fonte: Reuters