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Desembargador federal é preso pela PF na 2ª fase da Operação Unha e Carne

Desembargador federal é preso pela PF na 2ª fase da Operação Unha e Carne

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, integrante do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi detido nesta terça-feira (16) pela Polícia Federal, durante a segunda fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura o vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun. A prisão ocorreu na residência do magistrado, localizada na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Segundo informações divulgadas pelo blog do jornalista Octavio Guedes, a Polícia Federal reuniu indícios de que o desembargador teria colaborado com o vazamento da operação que tinha como alvo TH. De acordo com uma fonte da PF ouvida pelo blog, Macário estava em um restaurante na companhia de Rodrigo Bacellar (União Brasil), então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), quando este teria telefonado para a TH Joias a fim de alertar sobre a ação policial.

As investigações também identificaram, no celular de Bacellar, trocas de mensagens entre ele e Macário, que serviram de base para o avanço da operação.

Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão e dez mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Rodrigo Bacellar, que havia sido preso na primeira fase da operação e posteriormente solto por decisão do plenário da Alerj, também é alvo de mandados de busca nesta terça-feira. Há diligências sendo realizadas, ainda, no Espírito Santo.

Atualmente licenciado do cargo de deputado estadual, Bacellar foi afastado da presidência da Alerj por determinação de Alexandre de Moraes, embora ainda pudesse exercer o mandato parlamentar. Um dia após deixar a prisão, no entanto, solicitou licença do cargo.

Esta não é a primeira vez que Macário Ramos Júdice Neto se envolve em apurações por irregularidades funcionais. O desembargador chegou a permanecer afastado por quase 18 anos, por decisão do próprio tribunal.

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