A China afirmou neste domingo (12) que não recuará diante da ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 100% sobre produtos chineses. Em comunicado, o Ministério do Comércio declarou que “não quer uma guerra tarifária, mas não tem medo de uma”, defendendo que as diferenças sejam resolvidas por meio do diálogo.
A reação vem após o anúncio de Trump, na sexta-feira (10/10), de que os Estados Unidos elevarão tarifas sobre importações chinesas até 1º de novembro, em resposta às restrições de Pequim à exportação de terras raras — minerais estratégicos para as indústrias tecnológica e militar.
O impasse ameaça encerrar a trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo e adiar um possível encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.
Pequim acusou Washington de ampliar sanções e incluir novas empresas chinesas em listas de controle norte-americanas. O governo chinês também lembrou que o país responde por cerca de 70% da extração e 90% do processamento global de terras raras, e advertiu que “medidas correspondentes” serão tomadas caso os Estados Unidos mantenham a escalada.