O icônico Bruce Springsteen se prepara para lançar um projeto especial que já vem mobilizando fãs e crítica ao redor do mundo. Intitulado “Tracks II: The Lost Albums”, o box chega no dia 27 de junho de 2025 e reúne sete álbuns completos, gravados entre 1983 e 2018, que ficaram guardados por décadas e, até agora, nunca haviam sido lançados oficialmente.
Nas redes sociais e em seu canal no YouTube, Springsteen tem compartilhado trailers e relatos pessoais, revelando os bastidores e as histórias por trás dessas gravações esquecidas. São relatos que ajudam a entender os rumos artísticos e as escolhas que moldaram sua carreira. Confira abaixo o trailer oficial de “Tracks II: The Lost Albums”.
A nova coleção dá continuidade ao aclamado “Tracks”, de 1998, que já trazia raridades e lados B. Desta vez, o mergulho é ainda mais profundo: são 83 faixas finalizadas, muitas completamente inéditas, que oferecem uma visão alternativa da trajetória do artista — uma espécie de universo paralelo sonoro que reimagina sua obra.
Cada álbum dentro do box tem identidade própria. Entre os principais destaques estão:
“LA Garage Sessions ’83”, que captura um Bruce transitando entre a introspecção de Nebraska e a energia de Born in the U.S.A., com músicas como “The Klansman”, que aborda tensões sociais de forma crua e direta.
“Twilight Hours”, um trabalho surpreendentemente orquestral, inspirado por nomes como Burt Bacharach, com influências que lembram Roy Orbison e Elvis Costello, refletidas em faixas sofisticadas como “Sunday Love”.
“Somewhere North of Nashville”, que mergulha no universo country, trazendo músicas como “Repo Man” e um cover sensível de “Poor Side of Town”, gravado paralelamente às sessões de The Ghost of Tom Joad.
“Inyo”, com sonoridade acústica e elementos de mariachi, presta homenagem ao Sudoeste americano e soa como uma extensão natural de álbuns como Devils & Dust.
“Perfect World”, que traz colaborações com membros da E Street Band, como Patti Scialfa e Steve Van Zandt, reunindo faixas que, por diferentes razões, ficaram de fora de álbuns anteriores.
Ao longo de sua carreira, Springsteen sempre tratou seus discos como narrativas coesas e cuidadosamente construídas. Muitas dessas canções foram deixadas de fora não por falta de qualidade, mas porque não se encaixavam no conceito de cada álbum. Em vários casos, os trabalhos estavam completamente finalizados, mas acabaram arquivados por decisão artística.
Agora, ele abre esses arquivos de uma só vez, oferecendo uma nova leitura de sua obra, que passeia por gêneros como folk, rock de garagem, country, pop orquestral e até eletrônico atmosférico, presente, por exemplo, no álbum de sintetizadores inspirado em Streets of Philadelphia.
Um presente para fãs e colecionadores
A chegada de “Tracks II” já vem sendo apontada por críticos como um verdadeiro presente para colecionadores e um mapa alternativo da trajetória criativa de Springsteen. Pensando também em quem prefere uma seleção mais enxuta, haverá uma versão especial com 20 faixas escolhidas a dedo, reunindo os grandes destaques do box.
Prévias já disponíveis no YouTube
Enquanto o lançamento oficial não chega, Bruce tem disponibilizado algumas prévias em seu canal no YouTube, aumentando ainda mais a expectativa. Entre as músicas já liberadas estão:
“Rain in the River” (Official Lyric Video) – Uma balada carregada de emoção, com arranjos clássicos e um refrão inesquecível, que carrega toda a força narrativa de Springsteen.
“Blind Spot” (Official Lyric Video) – Intimista e melancólica, essa faixa aposta em uma atmosfera suave, com uma letra profunda sobre memória e perda.
“Faithless” (Official Lyric Video) – Faixa-título de um dos álbuns da coletânea, traz uma pegada cinematográfica, com clima de western, letra enxuta e atmosfera intensa.
“Repo Man” (Official Audio) – Um dos destaques do álbum Somewhere North of Nashville, traz Bruce em sua versão mais country, com energia vibrante e instrumental marcado por pedal steel.
Essas músicas oferecem apenas um vislumbre da diversidade sonora e emocional que o público encontrará no box completo, um mergulho fascinante na versatilidade e na profundidade artística de Bruce Springsteen.