notícias

Protestos “No Kings” reúnem milhares contra Trump nos EUA e na Europa

Protestos “No Kings” reúnem milhares contra Trump nos EUA e na Europa

Milhares de pessoas foram às ruas neste sábado (18) em várias cidades dos Estados Unidos e da Europa sob o lema “No Kings” (“Não há reis”). A mobilização, organizada por uma coalizão de grupos progressistas, critica o que os manifestantes descrevem como tendências autoritárias na administração do presidente Donald Trump.

O movimento já havia realizado grandes protestos em 14 de junho, com manifestações em mais de 2.100 locais e a participação de milhões de pessoas.

Os organizadores acusam o governo Trump de violar princípios democráticos, apontando o uso excessivo da força federal, intervenções em estados, restrições a imigrantes e desrespeito ao devido processo legal. Um dos lemas mais entoados durante os atos foi “ninguém é rei”.

As maiores concentrações ocorreram em Washington, D.C., Nova York, Atlanta, Chicago, Los Angeles e Portland. No National Mall, na capital americana, milhares se reuniram para discursos e marchas em defesa da democracia e dos direitos civis. Em algumas cidades, autoridades classificaram as manifestações como reuniões ilegais, o que levou ao uso de gás lacrimogêneo e à prisão de manifestantes.

O movimento também teve repercussão internacional. Em Londres, Paris, Madri e Barcelona, ocorreram atos de solidariedade com a presença de norte-americanos no exterior e simpatizantes locais. No Canadá, manifestantes se reuniram diante de embaixadas dos EUA.

Em resposta, Trump afirmou que sua autoridade vem das urnas e rejeitou comparações com monarcas. Já o presidente da Câmara, Mike Johnson, chamou os protestos de “anti-americanos” e os associou a grupos radicais.

Em estados governados por republicanos, como o Texas, governadores acionaram a Guarda Nacional alegando necessidade de garantir a segurança pública durante as manifestações.